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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

ENTRAI PELA PORTA ESTREITA

O único objetivo de Satanás é arrastar os homens para o inferno. Deus criou os seres humanos a Sua própria imagem e semelhança para o Céu, para os tornar participantes da gloria celeste. Satanás e os outros espíritos bem conhecem a felicidade eterna do Céu porque a experimentaram antes sua da sua rebelião. Agora, desesperados, furiosos, cheios de ódio,  fazem de tudo para desviar os seres humanos da salvação eterna e leva-los para a perdição eterna. A Escritura ensina que «a morte entrou no mundo por inveja do diabo e fazem a experiência todos aqueles que lhes pertencem» (Sb 2, 23-24). É precisamente por inveja que os demónios se opõem a obra da salvação.

Hoje há muito batizados de pouca fé que não assumem a sua dignidade de filhos de Deus e, talvez, andam esquecidos da felicidade eterna do Céu. Muitos outros vivem na terra como se Deus não existisse e, mesmo em idade avançada, cultivam a secreta ilusão de que viverão para sempre nesta terra. Enfim, não é difícil encontrar pessoas que não acreditam na vida eterna. Satanás não! Ele bem conhece a eternidade, conhece também a bem-aventurança eterna do Paraíso, porque ele mesmo a viveu, mas, pela sua rebelião, a perdeu para sempre. Ele sabe que os seres humanos, mesmo os não batizados, são potenciais candidatos à visão beatífica de Deus no Paraíso. Por isso, faz de tudo para os cegar, para o manter na ignorância e bem apegados aos bens terrenos, como se a vida eterna não existisse. Com as suas artimanhas persuade os homens de que o inferno não existe; cega-os para que não vejam a possibilidade real da condenação eterna que se esconde atrás das suas escolhas irresponsáveis que se opõem ao amor de Deus e do próximo.

Os cristãos, muito pelo contrário, iluminados pela Palavra de Deus., mantêm uma consciência viva e esclarecida, acreditam na vida eterna e também na existência do inferno. Por isso, vivem unidos a Cristo e, sendo membros ativos da Igreja, «contrariam» a obra destruidora do Maligno.

Os dois caminhos. O Livro do Deuteronómio fala dos dois caminhos: «Vede: proponho-vos hoje a bênção ou a maldição: a bênção, se obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, que hoje vos prescrevo; a maldição, se não obedecerdes aos mandamentos do Senhor, vosso Deus, e vos afastardes do caminho que hoje vos indico, para seguirdes deuses estrangeiros que não conheceis.» (Dt 11,26-32)

O homem "maldito", na linguagem bíblica, é aquele que, desprovido de graça de Deus,  vive na ignorância, como se Deus não existisse, imergido numa vida de pecado. Em última análise, é maldito porque recusa a verdade, vive nas trevas, sob a escravidão de Satanás (Cf. Jo 8, 45).

O próprio Jesus, falou dos dois caminhos: «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que seguem por ele. Como é estreita a porta e quão apertado é o caminho que conduz à vida, e como são poucos os que o encontram!» (Mt 7, 13-14; Lc 13,23-24) E exortava: «Esforçai-vos por entrar pela porta estreita» (Lc 13,23)

 «Vós tendes por pai o diabo, e quereis realizar os desejos dele. Ele foi assassino desde o princípio, e não esteve pela verdade, porque nele não há verdade. Quando fala mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. Por isso, não acreditais em mim, porque vos digo a verdade. Quem de vós pode acusar-me de pecado? Se digo a verdade, porque não me acreditais? Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; vós não as escutais, porque não sois de Deus.» (Jo 8,44-47)

Santa Faustina, no seu Diário, escreve: «Um dia vi duas estradas: uma, larga, atapetada de areia e flores, cheia de festa, de alegria, música e toda a espécie de prazeres. As pessoas andavam nela a dançar e a divertindo-se. Assim, chegaram ao fim, sem se aperceberem disso. No final desse caminho havia um tremendo precipício - o abismo do inferno. Essas almas caíram às cegas naquele na voragem desse abismo; na medida que lá chegavam, tombavam lá para dentro. O seu número era tão vasto que era impossível contá-las.

E avistei uma outra estrada, ou antes, uma vereda estreita, cheia de espinhos e pedregosa, por onde as pessoas seguiam de lágrimas nos olhos e sofrendo toda a variedade de dores. Uma tropeçavam e caíam sobre essas pedras, mas logo se levantavam e lá continuavam a caminhar. No fim desse caminho, havia um magnifico jardim repleto cheio de todo o tipo de felicidade e era para aí que entravam todas essas almas. E era logo, mesmo a partir desse imediato momento, que já se esqueciam de todos os seus sofrimentos» (Diário 153)

«Na sexta feira após a Sagrada Comunhão, fui transportada em espírito diante do Trono de Deus. Aí contemplei as Potestades celestiais que permanentemente adoram a Deus. Ao fundo do Trono vi uma clara luz inacessível às criaturas, onde só estava o Verbo Encarnado, como Mediador». (Diário 85A)

    

                    (padreleo.org)

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