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segunda-feira, 30 de março de 2026

Oração de cura da depressão

 Senhor Jesus Cristo!
Estou em desespero 
e nas garras de ferro da depressão.
As coisas correm mal em todos os sentidos.

Sinto que o meu coração se parte em dois.
Preciso que Tu venhas e habites nele.
A escuridão deprime tudo à minha volta.
Não consigo combater esta escuridão
batendo-lhe com as minhas mãos.

Continuo a ser teu, Senhor,
do fundo do meu coração chamo por ti;
a minha alma sedenta espera por ti,
pois nas tuas palavras ponho toda a minha confiança.

Apresento a minha fraqueza diante da Tua força,
a minha confusão diante da Tua compaixão,
a minha aflição diante da Tua grande agonia na cruz.

Que esta depressão que estou a sentir não me destrua
mas que serva para o meu crescimento e cura.
Toca as feridas do meu espírito com o bálsamo do perdão,
derrama o óleo da tua serenidade no meu coração.

Que eu não fique fechado,
mas que vire a minha face suavemente para Ti,
ajuda o meu coração a amar
e dá determinação
a minha vontade,
pelo que eu lute até ao fim.

A oração do perdão

É perdoando que posso ficar curado 

Pai, perdoa-me e ajuda-me a perdoar 
àqueles que me têm ofendido.

Pai Celeste,
Acende em mim e na minha família
o fogo do Teu Amor Divino.
Conduz-nos a união mais profunda
contigo através do perdão.

Abre os meus olhos para que eu veja
as áreas obscuras da minha vida
por falta de perdão.

Senhor Jesus Cristo,
Ajuda-me a amar e perdoar como
Tu amas e perdoas.
Ajuda-me a mudar mente e coração:
que eu tenha sempre a Tua Paz em meu coração
e que consiga dá-la aos outros.

Espírito Santo,
Ilumina os meus olhos,
a minha mente e o meu coração
para que nenhum recanto do meu ser 
permaneça na escuridão.

Revela-me as pessoas
e as circunstâncias do meu passado 
que precisam de perdão 
e liberta-me de toda a amargura, 
do ressentimento, do ódio, da raiva, 
do todos o desejo de vingança
e de toda a divisão e discórdia.

Dá-me o desejo e a força
de me abrir ao dom do perdão
para a Tua maior glória, honra e louvor, 
ó Deus Pai, Bom e Misericordioso.

Obrigado, Pai, pela tua graça 
que me dá a força de perdoar, 
que seja para a Tua maior gloria!
Eu Te louvo e Te agradeço 
agora e sempre, Ámen,
Aleluia, Ámen.

O que fazer na depressão

 Um fenómeno universal

“Eu era jovem, era homem, ia ser médico. Homens jovens, a exercer a profissão de que gostam, não ficam deprimidos ou pelo menos pensava eu. De facto, estava à beira do co­lapso. Sempre tive uma personalidade de altos e baixos, com tendência para mudanças de humor que iam e vinham sem razão. Desta vez a escuridão ficou comigo. Quando me morreu um paciente predilecto, dei comigo a considerar-me indigno. Não valia nada como médico, nunca conseguira na­da, seria sempre um fracasso. Tinha dificuldade em adorme­cer e acordava cedo, ensopado em suor. Perdi todo o interesse pelo sexo e comia para iludir a infelicidade. Fui ter com o meu director para lhe dizer que ia abandonar a medicina. Estava disposto a desistir da própria vida. Era a depressão, com certeza, e eu reconhecia-o.” (Michael Shooter)

Este artigo de jornal é da autoria de um pedopsiquia­tra da Gwent Community Health Trust. Ele afir­ma que cada pessoa, em cada cinco entra em de­pressão, em certos momentos da sua vida. Por isso, em qualquer altura, estará a lutar com uma depressão de qualquer grau. Os homens são tão vulneráveis como as mulheres e podem até ser mais. Sim, a depressão é um fenómeno universal que afecta as pessoas de todas as idades, embora parecer estar a aumentar nos adolescentes e nos jovens adul­tos. Segundo um relatório recente do Royal Coilege of Psychiatrists de Londres, a depressão atinge 65 por cento dos homens, por isso, o suicídio é três vezes mais provável nos homens do que nas mulheres. Nas ida­des entre 16 e 24 anos, no grupo dos homens jovens e solteiros, houve um aumento de 75 por cento de sui­cídios desde 1982.

 

A “constipação” das perturbações mentais

A depressão é conhecida como a constipação das per­turbações mentais e a doença psiquiátrica mais espa­lhada que hoje afecta a humanidade. Apesar de ser tão comum, é sempre um estado muito complicado, difícil de definir, embora é possível descrever-se através dos sintomas. Na sua forma mais branda, a depressão pode ser um período passageiro de tristeza que se segue a uma de­silusão pessoal; na sua forma mais severa pode es­magar as suas vítimas com uma tristeza acompanhada de pessimismo, de apatia que o impede de seguir em frente, de uma fadiga generalizada, acompanhada de perda de energia e incapacidade para se interessar por algo, com uma diminuição do amor próprio, muitas vezes acompanhada de autocrítica, fazendo-nos sentir cul­pados, incapazes, desesperados e até suicidas. Pode, também, incluir perda de espontaneidade, insónia e perda de apetite.

• A depressão tem muitas vezes uma causa física. Po­de ser originada por falta de sono, exercício insufi­ciente, efeitos secundários de drogas, doença física ou uma dieta imprópria.

• As experiências da infância podem levar à depressão em fases mais tardias da vida. Crianças que foram se­paradas dos pais e criadas numa instituição, privadas de contacto humano caloroso e contínuo, mostram apatia, saúde débil e tristeza que podem mais tarde le­var à depressão.

• A experiência de adolescentes e adultos em conflito com os pais, com problemas em se tornarem indepen­dentes, pode aumentar a possibilidade de uma de­pressão numa fase mais tardia.

• O “stress” devido à perda de uma oportunidade, um trabalho, um lugar de destaque, saúde ou haveres po­de estimular a depressão.

• Quando enfrentamos situações sobre as quais não temos controlo, ficamos deprimidos, apercebendo-nos que as nossas acções são inúteis por mais que se tente.

• Pensamentos negativos podem gerar depressão. A forma como pensamos determina muitas vezes como nos sentimos. Se pensamos negativamente, vendo ape­nas o lado negativo da vida, a depressão é inevitável.

• A depressão pode surgir da ira quando esta é reprimi­da no interior e se vira contra nós mesmos. A maioria das vezes a ira começa com uma mágoa. Se a ira não é admitida e ultrapassada, leva à vingança. Se não é possí­vel uma acção vingativa, pode-se entrar em depressão.

  Quando uma pessoa sente que talhou ou fez algo de errado, aparece a culpa, e com ela vem a auto condenação, a frustração e outros sintomas de depressão.

 

Esteja atento

• Aos mitos. É um mito, e não uma verdade, que a depressão resulta sempre do pecado ou da falta de fé em Deus; que a depressão é causada pela autocomiseração; que é errado um cristão ficar deprimido em qualquer ocasião; e que a depressão pode ser afastada permanentemente por exercícios espirituais.

• As realidades da vida. Na nossa vida há “dias de pi­cos de montanha”, em que tudo corre bem. Há “dias de planície”, que são comuns, em que não estamos exaltados ou deprimidos. Há “dias de vale”, em que nos arrastamos a custo por entre desgostos, e que, se persistem, tornam-se dias de profunda depressão.

• A depressão mascarada. Em algumas pessoas a de­pressão está escondida delas mesmas, mas é revelada de outras formas, tais como sintomas físicos, queixas, agressão, raiva, bebida em excesso, violência e auto-destruição.

• A situação difícil de outras pessoas. Aqueles que têm de viver com uma pessoa deprimida sentem-se muitas vezes afectados pelas suas preocupações, cansaços e falta de interesse em actividades sociais.

• A medicação. Há tratamentos eficazes e curas para a depressão. A maioria dos tratamentos podem reduzir os sintomas, pelo menos em algumas pessoas, e muitas vezes a depressão pode ser eliminada completamente.

·  Há situações propensas à depressão. Por exemplo, é de esperar que uma viúva recente fique deprimida, es­pecialmente no dia do aniversário, no dia do pai ou no primeiro aniversário da morte do seu marido. Para al­guns dé nós, dias de festa como o Natal podem origi­nar depressão se estivermos separados dos entes queri­dos ou se não tivermos dinheiro para comprar prendas.

• Às técnicas de luta. Estudos mostram que as pessoas que resistem à depressão são aquelas que aprenderam a dominar e a lutar contra o “stress” da vida. Se sentir que tem algum controlo sobre as circunstâncias, é menos provável que se sinta desamparado e conse­quentemente deprimido.

 

SUGESTÕES

• Se a sua depressão tem uma base física, procure a aju­da de um médico competente; mude os seus hábitos alimentares se forem deficientes. A depressão, por ve­zes, trata-se melhor através de mudanças na sua dieta.

• Se as influências passadas ou pressões familiares esti­verem a gerar depressão, discuta esses problemas com alguém que o possa ajudar a vê-los através de uma perspectiva diferente e, se possível, a ter acções repa­radoras.

• Se a depressão resultou do “stress” provocado por uma perda, reconheça a perda, expresse a dor a alguém e siga em frente.

• Se está deprimido devido a um hábito de pensa­mento negativo sobre si mesmo, reavalie os seus pen­samentos autocríticos. Será que, por causa de alguns desgostos, diz: “Isto prova que não presto” ou “Nun­ca consigo fazer nada correcto” ou “Ninguém me quer agora”? Lembre-se que muitas vezes estas auto-críticas não são baseadas em argumentos sólidos.

• Se sente falta de energia ou motivação para fazer al­guma coisa que tenha valor, tente envolver-se, em primeiro lugar, na rotina diária e em actividades em que é mais provável ser bem-sucedido.

• Se o ambiente que o rodeia está a gerar depressão, tente modificar a rotina, reduza a quantidade de tra­balho ou faça férias periodicamente.

• Se está deprimido porque está só e isolado, adira a um grupo da igreja ou a outros grupos sociais em que se sinta bem-vindo e aceite. Recorra aos outros para os servir. Aqueles que acorrem para ajudar os outros são os que mais beneficiam e são mais ajudados.

 

PALAVRAS DE CONFORTO

“Ele é o resplendor da sua glória e a imagem da sua substância e sustenta todas as coisas pela sua palavra poderosa” (Hb 1,3).

Quando está deprimido porque está a enfrentar situações que estão fora do seu controlo, veja primeiro se con­segue controlar pelo menos uma parte do seu am­biente. Segundo, reconheça que alguns acontecimentos são inevitáveis e, por isso, incontroláveis na sua vida. Tal como um pássaro pode empoleirar-se num só ramo e um ra­to pode beber do rio não quanto quer, mas quando consegue, as­sim, o homem não pode controlar tudo, só consegue certos acontecimen­tos e circunstâncias. Tal como a aceitação do que é possível é o início da felicidade, também a aceitação do que é impossível é o início da sabedoria. Terceiro, acredite que tudo está sob o controlo de Deus que tudo pode. O diabo até para Deus é diabo. Deus tem sempre a última palavra. Deus é tão poderoso que pode direcionar qualquer mal para um bom fim. Para a nossa mente limitada, o caminho de Deus é complexo e, consequentemente, difícil de prever, mas quando Deus move as peças, elas encontram sempre algum tipo de ordem. Com Deus há mistérios, mas não há erros.

                    “Deveis ter em mente tudo o que é verdadeiro,

                     tudo o que é honesto, tudo o que é justo,

                    tudo o que é puro, tudo o que é amável” (Fi 4,8).

Cada um de nós fala silenciosamente consigo mesmo. Se esta conversa é quase sempre negativa, isso pode levar à depressão. Se tem o hábito de dizer a si mesmo “não presto”, recorde o que diz a Bíblia: “Como pen­sas no teu íntimo, assim és”. Seja amigo de si mesmo e os outros sê-lo-ão também. Respeite-se a si mesmo se quer que o respeitem. Dê valor à estima que tem por si mesmo. Se consegue olhar-se ao espelho e sor­rir para o que vê, então ainda há esperança para si. Se tem o hábito de ver apenas o mal nas pessoas e no mundo, relembre-se do que Shakespeare disse: “Não há nada bom ou mau, mas pensar fá-lo ser.”

Lembre-se que há muito bem no mundo. O céu não é menos azul porque o cego não o vê.

Seja optimista. O optimista diz que o seu copo está meio cheio, enquanto o pessimista diz que o seu copo está meio vazio. Medite na Palavra de Deus, nas coi­sas que são positivas, boas e justas. A meditação é uma forma de conversar consigo mesmo, que afasta a sua mente do pensamento negativo que leva à depressão.

 

“Então, Pedro aproximou-se e perguntou-lhe: “Senhor, se o meu irmão me ofender, quantas vezes lhe deverei perdoar? Até sete vezes? Jesus respondeu: «Não te digo até sete ve­zes, mas até setenta vezes sete” (Mt 18,21-22).

 

Quando estamos magoados, ficamos zangados e a raiva esconde a dor. Quando estamos zangados, queremos vingança e a vingança esconde a raiva e a dor. Quando somos vingativos, queremos ter acções destrutivas, mas se isso não é possível, entramos em depressão. A so­lução do cristão para este tipo de depressão é o perdão. Perdoe com todo o seu coração àquele que o magoou. Jesus pediu-nos repetidamente para perdoarmos. Per­doe e depois esqueça o que perdoou. Como esquece­mos facilmente a bondade, mas guardamos as injúrias para sempre no fundo da nossa mente, como se fossem antigas relíquias! E melhor esquecer e sorrir que lem­brar e ficar triste. Se seguir o caminho de não perdoar, no fim encontrará apenas um deserto com as raízes re­torcidas do azedume puxando-o para a vingança, e a vingança nunca repara uma injúria. Como pode o san­gue ser lavado com sangue? E, portanto, mais honroso esquecer uma injúria do que vingá-la.

“Porque a tristeza, que vem de Deus produz arrependimen­to que leva à salvação e não dá lugar ao remorso, enquanto a tristeza do mundo produz a morte” (2Cor 7,10).

Podemos aperceber-nos que a depressão dele ou dela se deve a sentimentos de culpa acompanhados de auto condenação por ter feito algo de errado. E claro que o pecado traz consigo sofrimento interior a uma cons­ciência culpada. Tal como a virtude é a sua recom­pensa, assim o vício é a sua punição. Não se pode fa­zer o mal sem sofrer o mal. Mas o Deus de misericór­dia perdoa todos os nossos pecados. O nosso Deus é um grande apagador. Quando perdoa, entrega a ofen­sa ao esquecimento eterno. Por isso, dirija-se a Ele com o coração arrependido, revele a sua chaga e suas fe­ridas e suplique pela cura. Ele enviará o seu espírito curativo aos recantos sombrios da sua culpa. Mas to­me cuidado para que o seu arrependimento não seja uma mágoa mundana que é apenas remorso; o remor­so é débil, pois volta a pecar e acaba na morte. Tenha, portanto, uma mágoa piedosa, que seja construtiva e leve ao arrependimento que conduza à salvação e não deixa remorso.

 

“Aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei viver na pe­núria e sei viver na abundância. Tudo posso naquele que me dá força. O meu Deus proverá a todas as vossas necessidades conforme as suas riquezas em Jesus Cristo” (El 4,11-19).

 

Por vezes somos atirados para a depressão porque te­mos de enfrentar desgostos, ou perdemos algo valioso, ou fomos rejeitados, ou fracassámos num empreendi­mento importante. Todos temos estes períodos de in­felicidade e desânimo. Mesmo assim, há meios pelos quais podemos prevenir e suavizar os sopros da de­pressão. Um meio seguro é confiar em Deus. Se Deus é Deus, então não existe problema insolúvel, e se Deus é o seu Deus, então nenhum dos seus problemas fica sem solução. Deus está mais perto que a sua respi­ração e mais próximo que as suas mãos e pés, especial­mente quando estiver em dificuldade. E verdade que nem sempre podemos encontrar a marca da mão de Deus, mas podemos sempre confiar no seu coração porque o seu amor é igual à sua grandeza. Deus ama-nos porque somos dignos de ser amados, sim, mas ainda mais porque Ele é amor. Aprenda a ver as suas circunstâncias através do amor de Deus em vez de ver o amor de Deus através das suas circunstâncias.

“Digo-vos isto para terdes paz em mim; no mundo tereis aflições, mas tende confiança: Eu venci o mundo!”. (Jo 16,33)

Aqueles que contam com as provações como parte da vida, incluindo a vida cristã, manter-se-ão sempre preparados para as a enfrentar e salvarem-se assim de cair demasiado facilmente em depressão. O brilho perpétuo do sol não é comum neste mundo, nem é bom para nós. Não há como passar por este mundo sem sofrer um arranhão. As provações não existem certamente com o intuito de dar prazer, mas existem para nosso benefício. Oferecem-nos oportunidades para demonstrarmos o nosso carácter. Ficamos mais sábios através das adversidades. Jesus morreu para afas­tar de nós a maldição e não para afastar de nós a cruz. Jesus prometeu o céu depois da morte e não antes. As nossas provações fortalecem os músculos espirituais. As nossas aflições preparam-nos para recebermos a graça de Deus brilha mais forte. E por isso que os cristãos estão no seu melhor, paradoxalmente, quando estão na fornalha da aflição.

 

ORAÇÃO

Senhor Jesus Cristo!
Estou em desespero e nas garras de ferro da depressão.
As coisas correm mal em todos os sentidos.
Sinto que o meu coração se parte em dois.

Preciso que venhas e habites nele.
A escuridão deprime tudo à minha volta.
Não consigo combater esta escuridão
batendo-lhe com as minhas mãos.

Continuo a ser teu, Senhor;
do fundo do meu coração chamo por ti;
a minha alma espera por ti,
pois nas tuas palavras está toda a minha confiança.

Apresento a minha fraqueza à tua força,
a minha confusão à tua compaixão,
a minha aflição à tua grande agonia na cruz.

Possa a depressão que estou a sentir servir de cura.
Toca as feridas do meu espírito com o bálsamo do perdão,
derrama o óleo da tua serenidade nas águas do meu coração.

Vira a minha face suavemente para ti,
ajuda o meu coração a amar
e dá determinação
a minha vontade,
pelo que eu lute até ao fim.